A semana começou. Um batalhão de provas para corrigir, dois livros de 200 páginas para ler, uma carga horária considerável de trabalho. Tudo poderia ser diferente se eu me organizasse melhor. Cara, há anos fico repetindo isso para mim. Que merda.
Mesmo assim, estou arrumando tempo para a academia de novo. Ajuda a manter a saúde física e mental.
Semana que vem começo a estudar muito pra um concurso aí. Cara, se eu passar, resolvo TODOS os meus problemas financeiros. E não estou exagerando.
Ontem estava bem deprimido por conta de grana. Às vezes parece que não tem saída. Desesperador. Esse tipo de coisa é um sério problema meu. É bem difícil eu tomar alguma atitude. Sempre fui assim. Aí, de repente, me bate um troço e do nada saio arrumando um monte de soluções para alguns problemas. Mas confesso que esse meu padrão de comportamento está me irritando bastante. Bem melhor viver com equilíbrio, sabe?
Bom, pelo menos acho que deve ser, já que não tenho muita certeza se alguma vez vivi assim.
O bom é que a minha mãe agora aplica reiki e esse troço é bom pra caralho. Estava na casa dela por conta do dia dos pais e pedi que ela fizesse em mim. Puxa, fiquei bem mais animado!
Estava pensando hoje e falei para uns amigos: O que importa na vida é não deixar os problemas de lado, e sim enfrentá-los, mas com sangue frio. Sem emoção. É assim que faço em sala de aula e dá certo. Cada vez mais me dou conta de que minha atitude perante os alunos é a mesma que deveria ter diante de todo o resto: firmeza, coerência, postura e atenção sempre no máximo.
Acho que assim mantenho o peso, resolvo as dívidas, paro de ter tanta picuinha com meu carinha e por aí vai.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
domingo, 10 de agosto de 2008
Eu ando isolado e evitando o cantato humano, mas ontem entrei no MSN e fiquei online pela primeira vez em muito tempo (neste momento também estou). Logo apareceram umas três pessoa spra conversar. Umas pessoas não muito íntimas, mas queridas.
Duas delas me perguntaram se havia abandonado o blog de vez e não soube responder. Às vezes fico meio com vergonha de escrever aqui. Cada dia que passa me acho muito mais louco. Mas sei lá. É bom ao mesmo tempo pôr pra fora o que vem pela cabeça e refletir sobre a vida por aqui. Mesmo já fazendo análise. E que se danem os que acharem que tô boderline ou bipolar demais.
Mas, enquanto escrevia agora, fiquei viajando sobre o que significa deixar o MSN online: uma porta aberta para quem quiser falar comigo. Lembro que passei a ficar offline quando escrevia minha dissertação e não conseguia estabelecer um limite entre parar de falar com as pessoas e conseguir trabalhar. A saída foi a atitude drástica de cortar o acesso a mim mesmo pelo comunicador.
Que piração!
Tenho pensado: qual é a saída para estabelecer limites às pessoas sem cortar o acesso delas à minha vida, sem perdê-las, sem chegar a um ponto doentio?
Está vendo o porquê a vergonha? Isso é muita doideira!
Duas delas me perguntaram se havia abandonado o blog de vez e não soube responder. Às vezes fico meio com vergonha de escrever aqui. Cada dia que passa me acho muito mais louco. Mas sei lá. É bom ao mesmo tempo pôr pra fora o que vem pela cabeça e refletir sobre a vida por aqui. Mesmo já fazendo análise. E que se danem os que acharem que tô boderline ou bipolar demais.
Mas, enquanto escrevia agora, fiquei viajando sobre o que significa deixar o MSN online: uma porta aberta para quem quiser falar comigo. Lembro que passei a ficar offline quando escrevia minha dissertação e não conseguia estabelecer um limite entre parar de falar com as pessoas e conseguir trabalhar. A saída foi a atitude drástica de cortar o acesso a mim mesmo pelo comunicador.
Que piração!
Tenho pensado: qual é a saída para estabelecer limites às pessoas sem cortar o acesso delas à minha vida, sem perdê-las, sem chegar a um ponto doentio?
Está vendo o porquê a vergonha? Isso é muita doideira!
É estranho parar e pensar que uma vez pensei que tivesse ultrapassado algumas das minhas maiores dificuldades. Nunca foi uma atividade muito fácil me relacionar. Desde pequeno, quando tinha muito jeito "viadinho", era muito complicado estabelecer um limite claro de até onde as pessoas poderiam ir comigo. Houve épocas de extrema solidão na infância. Tinha medo de me aproximar muito. Qualquer hora alguém ia me sacanear e eu não conseguiria reagir. Meus pais falavam: toma uma atitude, não deixa isso acontecer, faz que nem fulano, faz que nem cicrano. Nunca consegui.
E nada parecia ter muito jeito. As notas eram baixas, eu não tinha amigos.
Com meu primeiro namorado, as coisas fugiram muito do controle. O cara fez dívidas no meu nome, a gente tinha uma relação esquisita de maus tratos, de tortura psicológica. A história acabou e eu estava endividado e em frangalhos.
Veja bem, não sou vítima. Assumo que é dificuldade minha não saber dar limites às pessoas. Isso apareceu na minha análise essa semana.
Quando emagreci, achei que tinha conseguido vencer isso. Que nada. Só fiquei mais agressivo com as pessoas. Dando foras, sendo estúpido e mal educado.
E, na verdade, essa tem sido a minha saída ultimamente: a agressividade, a perda de cabeça, a loucura.
Eu sou louco, as pessoas são muito loucas. Cada vez mais acredito que para viver é preciso ser como em sala de aula: atento, ligado, tenso. Assim como os alunos que querem o tempo todo desrespeitar as regras, não por serem maus, mas por talvez isso ser uma imposição inata deles, as pessoas nos testam o tempo inteiro para saberem se podem ter ou não determinadas atitudes conosco.
Vivo uma relação intensa e apaixonada com uma pessoa linda, mas cheia de defeitos que, quando quer ser mau e ultrapassar um limite, não pensa duas vezes. Eu, por outro lado, volto aos meus problemas de antes e não sei como lidar com isso. Fico louco, agressivo.
Talvez eu seja muito duro comigo, mas não agüento mais viver assim. Não tenho mais o direito de me perder, de me enrolar, de ficar com a vida atravancada por não saber lidar com o mundo. Meu companheiro, na última vez em que brigamos, acusou-me de ser uma pessoa sem atitude. E o que mais dói é saber que isso é verdade. Inclusive ao me relacionar com ele.
Foda, cara. Preciso resolver isso.
E nada parecia ter muito jeito. As notas eram baixas, eu não tinha amigos.
Com meu primeiro namorado, as coisas fugiram muito do controle. O cara fez dívidas no meu nome, a gente tinha uma relação esquisita de maus tratos, de tortura psicológica. A história acabou e eu estava endividado e em frangalhos.
Veja bem, não sou vítima. Assumo que é dificuldade minha não saber dar limites às pessoas. Isso apareceu na minha análise essa semana.
Quando emagreci, achei que tinha conseguido vencer isso. Que nada. Só fiquei mais agressivo com as pessoas. Dando foras, sendo estúpido e mal educado.
E, na verdade, essa tem sido a minha saída ultimamente: a agressividade, a perda de cabeça, a loucura.
Eu sou louco, as pessoas são muito loucas. Cada vez mais acredito que para viver é preciso ser como em sala de aula: atento, ligado, tenso. Assim como os alunos que querem o tempo todo desrespeitar as regras, não por serem maus, mas por talvez isso ser uma imposição inata deles, as pessoas nos testam o tempo inteiro para saberem se podem ter ou não determinadas atitudes conosco.
Vivo uma relação intensa e apaixonada com uma pessoa linda, mas cheia de defeitos que, quando quer ser mau e ultrapassar um limite, não pensa duas vezes. Eu, por outro lado, volto aos meus problemas de antes e não sei como lidar com isso. Fico louco, agressivo.
Talvez eu seja muito duro comigo, mas não agüento mais viver assim. Não tenho mais o direito de me perder, de me enrolar, de ficar com a vida atravancada por não saber lidar com o mundo. Meu companheiro, na última vez em que brigamos, acusou-me de ser uma pessoa sem atitude. E o que mais dói é saber que isso é verdade. Inclusive ao me relacionar com ele.
Foda, cara. Preciso resolver isso.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Eu tenho viajado sem tomar nada. Bom isso. Ou loucura, sei lá. Basta ligar a lavalamp do meu quarto e ficar olhando aquela bolha laranja flutuar no meio da luminária, ou andar no túnel Rebouças de madrugada na pista do meio sem nenhum outro carro por perto (claro que só faço isso de carona), ou ficar hipnotizado observando as visualizações do Itunes, ou ficar admirando o mar quando passo no elevado do Joá. Tudo muito bom.
Tanto tempo de silêncio significa que tenho andado menos verbal. Cansado de palavras, sabe? Não tenho muito a dizer. Por isso, não vivo mais online, não ligo tanto para as pessoas. Faz-me bem ficar quieto. Já basta a verborragia da análise, já basta falar o dia inteiro com alunos, já basta corrigir tanta redação, já basta um mestrado em literatura.
Aqui em casa tem uns vídeos muito loucos. Às vezes a gente liga e eu fico meio lobotomizado vendo: nenhuma palavra.
O Jurandir Freire Costa anda estudando a "cultura de sensações", ou "cultura do prazer", algo assim. Li um breve artigo sobre, não me aprofundei. Só sei que ele julga negativamente. Sei lá. Tenho curtido simplesmente sentir o que os estímulos sonoros, táteis e, principalmente, visuais têm me despertado. E não me dá muita vontade de ficar elaborando sobre.
Ou dá, né? Afinal, estou escrevendo isso tudo aqui.
Que contradição.
Credo.
Tanto tempo de silêncio significa que tenho andado menos verbal. Cansado de palavras, sabe? Não tenho muito a dizer. Por isso, não vivo mais online, não ligo tanto para as pessoas. Faz-me bem ficar quieto. Já basta a verborragia da análise, já basta falar o dia inteiro com alunos, já basta corrigir tanta redação, já basta um mestrado em literatura.
Aqui em casa tem uns vídeos muito loucos. Às vezes a gente liga e eu fico meio lobotomizado vendo: nenhuma palavra.
O Jurandir Freire Costa anda estudando a "cultura de sensações", ou "cultura do prazer", algo assim. Li um breve artigo sobre, não me aprofundei. Só sei que ele julga negativamente. Sei lá. Tenho curtido simplesmente sentir o que os estímulos sonoros, táteis e, principalmente, visuais têm me despertado. E não me dá muita vontade de ficar elaborando sobre.
Ou dá, né? Afinal, estou escrevendo isso tudo aqui.
Que contradição.
Credo.
domingo, 4 de maio de 2008
Congresso da escola católica na sexta e no sábado do feriadão: ai, que tristeza. Aquela coisa: tinha que ir. Não era obrigado, mas tinha que ir.
A escola onde ele ocorreu ficava na Usina, uma parte da Tijuca ao lado do Borel. Muito perigoso, todos diziam. Uma propriedade linda, que fica no alto, perto da floresta... Fui de integração metrô-ônibus, lendo Época, ouvindo música clássica na rádio Mec (descoberta boa...). Quando subi num bondinho para onde ocorriam as palestras, fiquei feliz com a paisagem.
Quanto às palestras... Aff... Que modelo mais sacal de transmissão de conhecimento! Odeio powerpoint e seus gráficos horrorosos, odeio os palestrantes tentando se fazer de engraçados e dando lições de motivação, odeio ficar duas horas sentado no calor e em poltronas desconfortáveis!
Acho que é porque cansei mesmo de ser aluno. Até que não posso reclamar tanto. Tirando o mau humor, deu pra repensar algumas coisas na minha prática, no meu dia-a-dia na vida e em sala de aula. Um professor me disse, ao final de tudo, que também tentava mudar certas coisas, mas, quando via, estava fazendo as mesmas merdas de novo.
Quase falei que tenho análise uma vez por semana, percebo várias coisas que estão erradas no jeito que levo as coisas e vivo fazendo as mesmas merdas de novo. É a vida.
Mas acredito que cheguei a uma atitude diferente na minha relação com PK. Ele viajou pra SP no FDS pra se divertir. Passagem baratésima na TAM, eu fora dois dias inteiros, blábláblá. Um mês atrás acho que piraria. Chega dessa merda. Não largo dele, nem quero. Para quê ficar tentando mudar o cara o tempo todo? Gosto dele desse jeito mesmo, não é? Louco, estressado, focado, pirado, solto, livre. Deve ser por essas coisas que faltam tanto em mim...
Amanhã faz um ano que a gente se conhece e está junto. ele nem sabia, é claro. Só saquei por causa do blog. E parece que dá certo entre altos e baixos, términos, ficadas, amizades coloridas, trepadas, amigos-que-moram-junto, pessoas-que-dividem-a-vida-sem-rótulos, casamento, etc. Que doideira.
Quem diria, hein!
A escola onde ele ocorreu ficava na Usina, uma parte da Tijuca ao lado do Borel. Muito perigoso, todos diziam. Uma propriedade linda, que fica no alto, perto da floresta... Fui de integração metrô-ônibus, lendo Época, ouvindo música clássica na rádio Mec (descoberta boa...). Quando subi num bondinho para onde ocorriam as palestras, fiquei feliz com a paisagem.
Quanto às palestras... Aff... Que modelo mais sacal de transmissão de conhecimento! Odeio powerpoint e seus gráficos horrorosos, odeio os palestrantes tentando se fazer de engraçados e dando lições de motivação, odeio ficar duas horas sentado no calor e em poltronas desconfortáveis!
Acho que é porque cansei mesmo de ser aluno. Até que não posso reclamar tanto. Tirando o mau humor, deu pra repensar algumas coisas na minha prática, no meu dia-a-dia na vida e em sala de aula. Um professor me disse, ao final de tudo, que também tentava mudar certas coisas, mas, quando via, estava fazendo as mesmas merdas de novo.
Quase falei que tenho análise uma vez por semana, percebo várias coisas que estão erradas no jeito que levo as coisas e vivo fazendo as mesmas merdas de novo. É a vida.
Mas acredito que cheguei a uma atitude diferente na minha relação com PK. Ele viajou pra SP no FDS pra se divertir. Passagem baratésima na TAM, eu fora dois dias inteiros, blábláblá. Um mês atrás acho que piraria. Chega dessa merda. Não largo dele, nem quero. Para quê ficar tentando mudar o cara o tempo todo? Gosto dele desse jeito mesmo, não é? Louco, estressado, focado, pirado, solto, livre. Deve ser por essas coisas que faltam tanto em mim...
Amanhã faz um ano que a gente se conhece e está junto. ele nem sabia, é claro. Só saquei por causa do blog. E parece que dá certo entre altos e baixos, términos, ficadas, amizades coloridas, trepadas, amigos-que-moram-junto, pessoas-que-dividem-a-vida-sem-rótulos, casamento, etc. Que doideira.
Quem diria, hein!
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