Tenho certeza de que estou vivendo um hiato afetivo. Já passei por isso antes. Acho que quando comecei a escrever por aqui. Naquela época isso me angustiava deveras. Devia ser porque fazia anos que não namorava.
Faz pouco tempo que me separei. Talvez por isso me sinta tão bem atualmente. A solidão é mais satisfação do que dor.
Na verdade, não posso dizer que há dor.
Não há dor.
O estranho é que dá saudade de ter alguém, mas não o suficiente para de fato tentar ter alguém novamente.
E vivo os dias assim.
Relaxado.
Gordinho.
Excêntrico.
Cheio de cães.
Sozinho.
Será realmente hiato o que vivo ou cheguei ao fim da história?
Por favor, não me entenda mal. Não é depressão ou melancolia. Se este for o final da história, gosto dele.
A sensação de coisa finda deve ser pelos meus 32 anos. Sei que são poucos, mas parecem muitos. De repente, o tempo vai deixando mais claro que passa.
Não! contradigo-me: espero que isso seja de fato um hiato. E que a história continue... Bateu um medo de repente.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Miró
Miró foi negligenciado a vida inteira.
Reza a lenda que ele arrancava com os dentes o piso de seus primeiros donos. Em dois anos, desistiram dele.
Miró sempre ficou em família.
O irmão da primeira dona deixou ele ficar em sua casa. Havia um quintal gigantesco. Ele não incomodaria.
Reza a lenda que ele era o brinquedo favorito de um enorme pitbull hoje morto. As cicatrizes nas enormes orelhas de cocker spaniel parecem comprovar a história.
Só era solto à noite. Quando dia, ficava preso em um canil quente. Bebia água da piscina.
Miró é de linhagem nobre.
É filho de Dalí e irmão de Rodin.
A dona de Dalí, sobrinha do dono da casa com quintal gigantesco, sempre quis tirar Miró de sua dura vida, mas temia pelo equilíbrio do grande mestre surrealista, que era idoso e cheio de manias.
Recentemente Dalí morreu tragicamente. Até hoje não superamos a dolorosa perda. Depois da doença do carrapato e do câncer diagnosticados, ninguém imaginava que ele cairia de um terrceiro andar.
...
A dona de Dalí, 14 anos depois, achou que finalmente era hora de recuperar Miró. Levou-o para casa, depois de uma minusciosa análise veterinária:
Dez anos de otite não tratada.
Dermatite crônica.
Pulgas.
Carrapatos.
Surdez.
Naquele gigantesco quintal onde não incomodava, Miró viveu na solidão. Não aprendeu hábitos de higiene e desenvolveu o terrível hábito de compulsivamente marcar território.
Duas poltronas e um pufe foram jogados fora. Até hoje, se aparece algum cão perto do sofá, o instinto lhe diz para sobrepor o território marcado por Miró.
A dona de Dalí arranjou-lhe um belo sítio, onde ficaria seguro e vivo. Comprometeu-se em arcar com todas as despesas de Miró, bem como com seus muitos tratamentos.
Ele desapareceu do sítio no mesmo dia.
Ninguém viu o cocker spaniel champanhe pelas bandas do Anil.
A dona de Dalí me alugou sua graciosa casa-com-quintal do Pechincha. Chegou a me perguntar, antes de mandá-lo para o sítio, se gostaria de ficar com Miró, mas neguei: três cães já seria loucura. Mas, angustiado com o desaparecimento do cão, prometi ficar com ele, caso encontrado.
Ele foi encontrado no dia seguinte à minha promessa.
Está agora dormindo tranquilamente deitado de barriga para baixo perto dos meus pés. Na verdade, sempre está perto dos meus pés quando estou em casa.
A orelha não coça mais.
A dermatite está melhor.
Não há pulgas ou carrapatos em seu corpo.
Ele aprendeu com os outros dois a perceber quando chego em casa e sempre me faz festa, mesmo surdo.
Tenho certeza de que o melhor momento de seu dia é quando pego a coleira para passearmos: os quatro.
Fica revoltado se fecho a porta de casa, deixando-o com os outros na varanda quando me arrumo para trabalhar.
A compulsão por marcar o território continua. Acho que aprendi a conviver com isso.
Fico pensando sobre Miró e os outros...
Eugênio mudou a minha vida.
Olívia é a criatura por quem mais tenho carinho no mundo.
Miró...
Não sei elaborar sobre Miró.
Só sentir.
Reza a lenda que ele arrancava com os dentes o piso de seus primeiros donos. Em dois anos, desistiram dele.
Miró sempre ficou em família.
O irmão da primeira dona deixou ele ficar em sua casa. Havia um quintal gigantesco. Ele não incomodaria.
Reza a lenda que ele era o brinquedo favorito de um enorme pitbull hoje morto. As cicatrizes nas enormes orelhas de cocker spaniel parecem comprovar a história.
Só era solto à noite. Quando dia, ficava preso em um canil quente. Bebia água da piscina.
Miró é de linhagem nobre.
É filho de Dalí e irmão de Rodin.
A dona de Dalí, sobrinha do dono da casa com quintal gigantesco, sempre quis tirar Miró de sua dura vida, mas temia pelo equilíbrio do grande mestre surrealista, que era idoso e cheio de manias.
Recentemente Dalí morreu tragicamente. Até hoje não superamos a dolorosa perda. Depois da doença do carrapato e do câncer diagnosticados, ninguém imaginava que ele cairia de um terrceiro andar.
...
A dona de Dalí, 14 anos depois, achou que finalmente era hora de recuperar Miró. Levou-o para casa, depois de uma minusciosa análise veterinária:
Dez anos de otite não tratada.
Dermatite crônica.
Pulgas.
Carrapatos.
Surdez.
Naquele gigantesco quintal onde não incomodava, Miró viveu na solidão. Não aprendeu hábitos de higiene e desenvolveu o terrível hábito de compulsivamente marcar território.
Duas poltronas e um pufe foram jogados fora. Até hoje, se aparece algum cão perto do sofá, o instinto lhe diz para sobrepor o território marcado por Miró.
A dona de Dalí arranjou-lhe um belo sítio, onde ficaria seguro e vivo. Comprometeu-se em arcar com todas as despesas de Miró, bem como com seus muitos tratamentos.
Ele desapareceu do sítio no mesmo dia.
Ninguém viu o cocker spaniel champanhe pelas bandas do Anil.
A dona de Dalí me alugou sua graciosa casa-com-quintal do Pechincha. Chegou a me perguntar, antes de mandá-lo para o sítio, se gostaria de ficar com Miró, mas neguei: três cães já seria loucura. Mas, angustiado com o desaparecimento do cão, prometi ficar com ele, caso encontrado.
Ele foi encontrado no dia seguinte à minha promessa.
Está agora dormindo tranquilamente deitado de barriga para baixo perto dos meus pés. Na verdade, sempre está perto dos meus pés quando estou em casa.
A orelha não coça mais.
A dermatite está melhor.
Não há pulgas ou carrapatos em seu corpo.
Ele aprendeu com os outros dois a perceber quando chego em casa e sempre me faz festa, mesmo surdo.
Tenho certeza de que o melhor momento de seu dia é quando pego a coleira para passearmos: os quatro.
Fica revoltado se fecho a porta de casa, deixando-o com os outros na varanda quando me arrumo para trabalhar.
A compulsão por marcar o território continua. Acho que aprendi a conviver com isso.
Fico pensando sobre Miró e os outros...
Eugênio mudou a minha vida.
Olívia é a criatura por quem mais tenho carinho no mundo.
Miró...
Não sei elaborar sobre Miró.
Só sentir.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Em círculos
Ao viajar para o reveillón na cidade dos meus pais e reencontrar muitos membros da minha família, cheguei à conclusão de que as pessoas dificilmente mudam. Evoluem aqui, envelhecem ali, ganham dinheiro lá, separam-se acólá, mas basicamente são sempre as mesmas histórias...
Como a tia que sempre tem grandes conflitos com todos que estão muito próximos, ou como a prima mentirosa que só valoriza dinheiro, ou como a outra tia que tem filhos horríveis e marido terrível e que só lamenta sobre todos e sobre como abusam dela e nunca percebe que isso ocorre porque os ama tão incondicionalmente que é incapaz de dar a todos qualquer limite.
Sempre me sinto muito esnobe e metido quando observo e avalio tão criticamente os outros.
Mas a verdade é que sou os outros. Ao criticá-los, só vejo o que está em mim. Também não mudo, vivo nas mesmas histórias. Separo-me, namoro, fico solteiro, faço mestrado, ganho mal, ganho bem... Circunstâncias superficiais se pensar que
continuo namorando pessoas que abusam, terminando com a sensação de que fui um idiota;
continuo, quando sozinho, tendo um comportamento compulsivo e auto-destrutivo com sexo;
continuo deixando tudo que se refere a trabalho para última hora, ficando sempre na corda bamba;
continuo não guardando dinheiro, não importa a renda.
Queria entender por que é tão difícil sair dos próprios padrões... Mais do que isso: gostaria de ter a fórmula de fazer diferente.
Como a tia que sempre tem grandes conflitos com todos que estão muito próximos, ou como a prima mentirosa que só valoriza dinheiro, ou como a outra tia que tem filhos horríveis e marido terrível e que só lamenta sobre todos e sobre como abusam dela e nunca percebe que isso ocorre porque os ama tão incondicionalmente que é incapaz de dar a todos qualquer limite.
Sempre me sinto muito esnobe e metido quando observo e avalio tão criticamente os outros.
Mas a verdade é que sou os outros. Ao criticá-los, só vejo o que está em mim. Também não mudo, vivo nas mesmas histórias. Separo-me, namoro, fico solteiro, faço mestrado, ganho mal, ganho bem... Circunstâncias superficiais se pensar que
continuo namorando pessoas que abusam, terminando com a sensação de que fui um idiota;
continuo, quando sozinho, tendo um comportamento compulsivo e auto-destrutivo com sexo;
continuo deixando tudo que se refere a trabalho para última hora, ficando sempre na corda bamba;
continuo não guardando dinheiro, não importa a renda.
Queria entender por que é tão difícil sair dos próprios padrões... Mais do que isso: gostaria de ter a fórmula de fazer diferente.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Susto
Uma das coisas de que mais sinto falta de morar em Copa é o Parcão. Um parque de cachorros que fica na Lagoa, super perto da minha antiga casa. É verdade que o Aterro do Flamengo fica do outro lado da rua, mas é diferente... Descobri isso no meu primeiro passeio por lá com o Eugênio. Quando o soltei, ele foi direto para um prato de macumba e comeu ovo. Ai que tristeza! Há quantos dias aquele ovo cozido estava ali não sei. Nojo!
Em frente ao meu prédio está aquela praça que tem o cabeção do Getúlio. Um horror. O cabeção, não a praça, que é bonitinha. Ela é casa de alguns mendigos que considero meus vizinhos. Temos uma boa convivência... Pelo menos é hipócrita de minha parte. Afinal, nunca vou perdoá-los por cagarem na praça. Isso é pessoal: advinha o que meu belo cão de raça aristocrática fez na primeira oportunidade?
Pois é. Só de lembrar fico de estômago embrulhado.
Como ficou definido o fato de que ele ficaria sozinho enquanto trabalho e como esse tempo diário não é curto, decidi ter uma cadela: a Olívia. Uma pestinha que amo mais e mais a cada merda que faz (e são muitas).
Ontem resolvi soltar os dois num cercadinho para crianças que tem no parque. À princípio foi meio frustrante, pois eles não correram desesperados, como eu esperava... Depois foi uma das experiências mais apavorantes dos meus últimos meses.
Enquanto eu segurava a filhote para colocá-la na coleira, Eugênio saiu correndo, brincando, na calçada.
Em direção à rua. À movimentada Praia do Flamengo.
...
Dei aquele grito de pavor com toda força dos meus pulmões que sempre esqueço ser capaz de dar.
EUGÊNIO!!
Depois, num momento de cabeça fria, abaixei-me, e comecei a chamá-lo batendo palmas. Deu certo: a brincadeira de correr desesperadamente atrás do dono foi aceita. Peguei-o pela pata, ele chorou baixinho, não me importei. Pus o enforcador e fiquei parado no meio da praça, às 23h.
Olhei para os lados. Ninguém testemunhara meu desespero. Ninguém estava perto. Ninguém.
Ninguém.
E eu chorei. Chorei por quase ter perdido meu cão. Chorei pela consciência impactante da minha solidão. Em plena Glória. Em pleno prédio de três blocos lotados de apartamentos em que poucos moram sozinhos como eu. Em pleno amadurecimento dos meus 31 anos.
E pensei na relação fracassada e cheia de feridas abertas. Nos amigos que perdi sei lá por que. Nas pessoas bacanas que conheço, mas que não consigo deixar entrar na minha vida. Na minha família. Nas minhas transas ocasionais cheias de prazer e de mais solidão.
E voltei pra casa. Limpei os dois. Alimentei os dois. Amei os dois.
E continuei a chorar.
Em frente ao meu prédio está aquela praça que tem o cabeção do Getúlio. Um horror. O cabeção, não a praça, que é bonitinha. Ela é casa de alguns mendigos que considero meus vizinhos. Temos uma boa convivência... Pelo menos é hipócrita de minha parte. Afinal, nunca vou perdoá-los por cagarem na praça. Isso é pessoal: advinha o que meu belo cão de raça aristocrática fez na primeira oportunidade?
Pois é. Só de lembrar fico de estômago embrulhado.
Como ficou definido o fato de que ele ficaria sozinho enquanto trabalho e como esse tempo diário não é curto, decidi ter uma cadela: a Olívia. Uma pestinha que amo mais e mais a cada merda que faz (e são muitas).
Ontem resolvi soltar os dois num cercadinho para crianças que tem no parque. À princípio foi meio frustrante, pois eles não correram desesperados, como eu esperava... Depois foi uma das experiências mais apavorantes dos meus últimos meses.
Enquanto eu segurava a filhote para colocá-la na coleira, Eugênio saiu correndo, brincando, na calçada.
Em direção à rua. À movimentada Praia do Flamengo.
...
Dei aquele grito de pavor com toda força dos meus pulmões que sempre esqueço ser capaz de dar.
EUGÊNIO!!
Depois, num momento de cabeça fria, abaixei-me, e comecei a chamá-lo batendo palmas. Deu certo: a brincadeira de correr desesperadamente atrás do dono foi aceita. Peguei-o pela pata, ele chorou baixinho, não me importei. Pus o enforcador e fiquei parado no meio da praça, às 23h.
Olhei para os lados. Ninguém testemunhara meu desespero. Ninguém estava perto. Ninguém.
Ninguém.
E eu chorei. Chorei por quase ter perdido meu cão. Chorei pela consciência impactante da minha solidão. Em plena Glória. Em pleno prédio de três blocos lotados de apartamentos em que poucos moram sozinhos como eu. Em pleno amadurecimento dos meus 31 anos.
E pensei na relação fracassada e cheia de feridas abertas. Nos amigos que perdi sei lá por que. Nas pessoas bacanas que conheço, mas que não consigo deixar entrar na minha vida. Na minha família. Nas minhas transas ocasionais cheias de prazer e de mais solidão.
E voltei pra casa. Limpei os dois. Alimentei os dois. Amei os dois.
E continuei a chorar.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Dia dos professores. Feriado para alguém como eu. Entretanto, atualmente levo uma vida que jamais imaginei. Nunca, em tempo algum, trabalhei tanto, tanto, tanto. Daquele jeito de filme americano em que o pai não vai aos eventos de escola do filho e o menino fica lá com aquela cara de triste, enquanto o progenitor faz uma terrível expressão de culpa. Assim me sinto em relação ao cachorro.
Sim, tenho um cachorro: é lindo, é amoroso, é meigo, é carente, é destruidor. Deixou em frangalhos um livro da biblioteca da escola onde trabalho. Não controlei a fúria e agredi-o. Papai fez bem em aumentar meu mal estar com toda a situação ao afirmar pelo telefone:
"Ele não tem culpa: não raciocina. E já deve ser bem difícil para o bicho ficar tanto tempo sozinho. Não está acostumado. Pelo amor de Deus... Depois você fica aí pra baixo, etc., etc., etc."
De fato. Sinto-me mal com toda a situação. Antes não estava sozinho. Nem eu, nem o cão. Tínhamos um companheiro. Um companheiro cheio de questões que se meteram nas minhas próprias questões e aí todos ficaram ferrados, menos o cachorro que, por alguma bênção da natureza (espero aprender com ele), fica satisfeito com a vida, contanto que haja comida, água, poltronas confortáveis, passeios duas vezes ao dia e companhia. Não chego a estar solteiro, mas estou sozinho tocando a vida na Glória.
Sim, moro na Glória: é decadente, é sinistra, é assustadora, é longe, é barata, é Zona Sul. Dá pra ir andando a pé para o Largo do Machado e tem alguma coisa naquele lugar que me deixa feliz. Sei lá o que é.
E volto ao feriado. Para alguém que, como eu, só trabalha, trabalha, trabalha, isso serve para: ir ao banco, ir a todos os médicos possíveis, ir à farmácia.
Parece programa de índio (sem vergonha de não ser politicamente correto), mas estou contente com o fim do dia. Faz tempo que não me dedico a mim, que não faço o que quero, que não fico bem na minha solidão. Deu-me até vontade de ver filme e de escrever, veja só!
Sim, tenho um cachorro: é lindo, é amoroso, é meigo, é carente, é destruidor. Deixou em frangalhos um livro da biblioteca da escola onde trabalho. Não controlei a fúria e agredi-o. Papai fez bem em aumentar meu mal estar com toda a situação ao afirmar pelo telefone:
"Ele não tem culpa: não raciocina. E já deve ser bem difícil para o bicho ficar tanto tempo sozinho. Não está acostumado. Pelo amor de Deus... Depois você fica aí pra baixo, etc., etc., etc."
De fato. Sinto-me mal com toda a situação. Antes não estava sozinho. Nem eu, nem o cão. Tínhamos um companheiro. Um companheiro cheio de questões que se meteram nas minhas próprias questões e aí todos ficaram ferrados, menos o cachorro que, por alguma bênção da natureza (espero aprender com ele), fica satisfeito com a vida, contanto que haja comida, água, poltronas confortáveis, passeios duas vezes ao dia e companhia. Não chego a estar solteiro, mas estou sozinho tocando a vida na Glória.
Sim, moro na Glória: é decadente, é sinistra, é assustadora, é longe, é barata, é Zona Sul. Dá pra ir andando a pé para o Largo do Machado e tem alguma coisa naquele lugar que me deixa feliz. Sei lá o que é.
E volto ao feriado. Para alguém que, como eu, só trabalha, trabalha, trabalha, isso serve para: ir ao banco, ir a todos os médicos possíveis, ir à farmácia.
Parece programa de índio (sem vergonha de não ser politicamente correto), mas estou contente com o fim do dia. Faz tempo que não me dedico a mim, que não faço o que quero, que não fico bem na minha solidão. Deu-me até vontade de ver filme e de escrever, veja só!
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