quinta-feira, 27 de abril de 2006

Controladores de peso

No final do ano passado, as pessoas todas vinham me dizer o que eu estava (literalmente) careca de saber: tinha entrado para o não muito seleto grupo de obesos.

Daí levei o maior susto da minha vida quando me vi com 90kg nada proporcionais aos meus 1,71m e decidi emagrecer. Tomei remédio, fiz dieta, cortei um monte de coisas da minha vida. Pronto, devo estar agora com uns 71kg.

Agora, as pessoas não param de vir me dizer o que já estou careca de saber: emagreci pra caralho. Só que há um porém: esse comentário também é uma crítica!!!! Estou magro demais, vou sumir!

O lance é o seguinte: estou feliz e quero, sim, chegar aos 68kg, dá licença? Minha vida sexual deu um novo boom, voltei a me olhar no espelho e me achar bonito, estou com um guarda-roupa renovado de peças abandonadas há pelo menos uns 4 anos e NÃO RONCO MAIS!!!!!!!

Eu poderia sair por aí dizendo que o corte de cabelo da professora de matemática definitivamente a deixa 10 anos mais velha, ou que a faxineira da escola devia fazer um tratamento de dentes, ou que o silicone que uma colega pôs deixou-a com cara de vagabunda americana, ou que a melhor amiga dela fede a cigarro, mas eu não faço essas coisas, sabe? Eu prefiro cuidar da minha vida e seguir rumo ao meu objetivo: ficar esquelético!

Deixem-me em paz!

segunda-feira, 24 de abril de 2006

Com muito medo da net

Há pouco, o Gui veio me falar, com cara de cínico, que viu o meu perfil num site de ursos. Em resposta, fiz uma sincera expressão de espanto. Como assim?! Tudo bem que virei frequentador assíduo do chat do UOL, mas minhas caçadas pela internet param por aí!

Como quis conferir com meus próprios olhos, levei um susto ao deparar com isso aqui.

Sinceramente... Até onde vão os limites da ética virtual? Ela existe? A minha cara está estampada por aí representando uma pessoa que não sou eu e (ódio!!) sem a minha autorização!

E como tiveram a coragem de colocar foto tão horrorosa?!

Sabe o que é pior? É ter a certeza de que é algum conhecido ou ex-conhecido meu que fez isso. Afinal, alguém realmente acredita que eu sairia mostrando tal registro absolutamente esquecível da minha figura para qualquer um?

Muito medo...

domingo, 23 de abril de 2006

Ela voltou à playlist!

Depois de anos, voltei a escutar Mama Cass com sua linda voz dizendo o que uma pessoa com (uma crise de) baixa auto-estima precisa ouvir:

Make Your Own Kind Music

Nobody can tell ya
There's only one song worth singing
They may try and sell ya
Cause it hangs them up
To see someone like you

But you've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind music
Even if nobody else sings along

You're gonna nowhere
The loneliest kind of lonely
It may be rough going
Just to do your thing's the hardest things to do

But you've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind music
Even if nobody else sings along

So if you cannot take my hand
And if you must be going
I will understand

You've gotta make your own kind of music
Sing your own special song
Make your own kind music
Even if nobody else sings along

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Caminho sem volta

Você sabe que virou puta de vez quando recebe uma mensagem dessas no celular e não tem a menor idéia de quem foi que mandou:

Quero você hoje, de cuequinha branca! hehehe. Me ligue se puder. Boa tarde.

A certeza fica mais intensa quando você não tem a menor vontade de retornar para saber quem é a criatura pra lá de íntima.

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Relatando a dor-de-cotovelo

Trilha sonora deprê sempre (viva o discman!!!).
Grande vontade de não falar, não conviver, não dividir: simplesmente o silêncio, por favor.
Choradeira compulsiva com o romantismo-brega-porém-lindo das novelas A viagem e Sinhá moça.
Busca desenfreada por sexo vazio e anestésico (é fato: realmente ajuda).
Madrugadas escrevendo sobre dor-de-cotovelo no blog.
Incapacidade de parar e corrigir provas (os alunos vão me crucificar!!!!).

No feriado, todos os meus amigos (E são poucos. Não, não estou reclamando: gosto assim.) viajarão. Como bom bicho-do-mato, devo ficar trancado no apê tentando trabalhar entre uma ou outra crise aguda de frustração e de orgulho ferido.

Às vezes me pergunto se gostar de dor não se refere somente a sexo (as tais porradas). Será que essa eterna incapacidade de me relacionar não seria um mecanismo de defesa causado por algum recalque?

Bah, isso é coisa para quem tem dinheiro para pagar terapia ficar pensando. Bicha pobre fica curada mesmo é no chat do UOL.