sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Mulher de malandro elaborada

Fico pensando que é muito fácil confundir sentimentos e sensações... Especialmente quando se está carente. Será que, em algum momento, estive apaixonado de verdade? Será que estou?

Não sei responder.

O que sei é que agora as coisas estão bem claras. Não ando idealizando-o. Que bom. Detesto a mania que tenho de fazer isso. Invariavelmente, um dia coloco um par de óculos e enxergo as pessoas tal qual elas são e sei que não é justa a desilusão que sinto. Ninguém tem culpa das minhas pirações.

O barato? É o joguinho de sedução. É deixar que Ele pense que me engana com aquele papinho. É me sentir desejado como nunca fui na vida. É entrar na fantasia de dominação e subserviência.

Somente parar para escrever sobre esses "baratos" já me excita.

Não estou a fim de abrir mão disso.

E, se há alguma dúvida existindo por aí, sim, transamos de novo. Não tenho vergonha na cara.

E adoro não ter isso com Ele.

segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Fim de semana VIP

Estava triste porque os meus amigos mais chegados iriam sumir no FDS. Tanto o Cramus quanto o Gui viajariam para São Paulo e meu destino seria passar os dois dias de descanso sem companhia e sem nada para fazer. Talvez corrigir provas, mas, definitivamente, isso não seria uma boa perspectiva.

Até que recebi scrap do Freitas avisando que tocaria de DJ no Dama e que me colocaria na lista. Sair sozinho? Para o Dama?! Mas é claaaro!!!!!

No meio da fila, um dos meus maiores medos da vida aconteceu: encontrei uma aluna na boate gay. Tudo bem, eu não sou muito de me esconder, não. Nem de disfarçar nada. É bastante óbvia a minha orientação sexual para todo mundo, mas, ah, que embaraçoso ver uma ex-aluna da sétima série na fila do Dama! Eu só pensava: que saco! Ela nem ainda tem idade para freqüentar (agora está no segundo ano)!

Mas isso não atrapalhou a minha diversão. Enchi a cara, dancei a noite inteira, o Freitas arrasou na função.

Daí que no domingo, já estava conformado: depois do almoço quente e aprazível com a família no dia dos pais, o fim de noite seria a volta à realidade com as minhas eternas correções. Qual nada! Assim que cheguei ao Real Engenho, recebi a seguinte mensagem da Patrícia no celu:

Tenho convite sobrando para o show da Marisa. Se quiser ir, ligue-me agora!

Alguém tem dúvida quanto à minha resposta?! Só digo uma coisa: ser VIP é muito bom. Ai, ai...

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

Transtorno

Ontem perdi a minha carteira. Perdi ou furtaram. Certas coisas não precisam acontecer conosco... Seria tão bom se fôssemos poupados delas! E dá-lhe ligar para cancelar cartão de crédito, de débito, de alimentação, etc. Isso sem contar em ir à delegacia e fazer BO.

Mas nada, nada poderia ser pior do que ter que ir à minha agência do Bradesco para pedir segunda via de cartão de débito. Explico: ela fica num shopping da Barra onde sei que Ele trabalha. Quer tortura pior? Tudo bem que é difícil encontrar uma pessoa nessa situação, mas há a possibilidade! E o medo misturado com a vontade de que isso contecesse de fato? Muito angustiante!

Ainda bem que não rolou!

Ai, meu Deus, qual é a receita para se esquecer uma paixonite?! Diga-me, por favor!!!!!!

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Dormir ou não no Real Engenho?

Definitivamente, vivo tendo momentos epifânicos com meus alunos ao ler com eles certos textos. Acho que falei sobre isso por aqui não faz muito tempo. Explico o último desses momentos que tive.

Toda vez que vou dar aulas no Real Engenho (Prefiro o nome antigo ao sincopado Realengo. Tem um ar de dignidade!), fico na dúvida entre dormir na casa da mamãe ou voltar para Laranjeiras. Na verdade, não é bem uma dúvida... A minha vontade geralmente é a de vir logo para cá, mas, quando ouço a minha genitora perguntando naquele tom lamentoso e chantagista:

Não vai dormir aqui, não?

Sempre me bete uma baita culpa.

Pois então, líamos um texto ontem sobre um cara que ia embora da casa da avó no interior para viver na capital. Ele estava ansioso para se ver livre das regras, dos cuidados, do amor. O tempo do conto era todo construído em cima da despedida dos dois: cheia de dor por parte da avó, cheia de impaciência por parte do narrador. Dava-me raiva dele, ao mesmo tempo em que o compreendia. Relação contraditória temos nós com as pessoas que mais nos são próximas, não?

Só sei que ontem não vim para a minha cama grande e confortável. Resolvi ficar por lá mesmo e desfrutar da companhia da minha família por mais algumas horas.

:-)

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Vontade de blogar

Hoje eu fiquei contente quando, antes de sair de casa, dei a tradicional olhadinha pela janela e vi que faria sol. Coisa boa é essa perspectiva! E agora estou nesse dia agradável e iluminado, na casa de mamãe em Real Engenho... De repente, deu vontade de escrever aqui. Algo que não tenho feito muito ultimamente. Conversava com o Cramus sobre isso ontem e chegamos à conclusão de que estamos arrasando mesmo. Temos mais o que fazer do que ficar o dia inteiro na internet teclando e blogando, não é?

Nesse tempo de sumiço, o grande investimento que eu tava fazendo era afetivo-sexual. Cansado dessa vida de putaria, sabe? Mas, mesmo assim, caçando loucamente uma sacanagem aqui e outra ali. Contradições de bom geminiano. Houve um quase-ensaio com um carinha aí, mas o povo é muito complicado. Não rolou. Daí que eu estava meio amargurado quando encontrei por acaso, na internet, com ele: o Dono. E...

Não, não aconteceu nada... Enganei meus dois ou três leitores! Nem papo sobre revival teve. Ainda bem, porque não sei se resistiria (ai, ai...). O lance é que ele perguntou sobre namoros e acabei falando por alto das minhas baixarias, daí ele me disse que achava ótimo eu ser tão desencanado, que agora ele queria fazer menos sexo e mais amor.

Então pensei: se eu fosse fazer essa opção, darling, ficaria com a mão calejada de tanta punheta... Humpf.

Mas o papo levantou meu astral. Estava incomodado de não falar mais com ele, apesar de saber que isso é bastante necessário quando se quer esquecer alguém (não que esteja adiantando muito...). Nessa mesma noite, então, fui ao The Copa com o Gui. Fazia tanto tempo que não ia num sábado! O som estava ótimo, bebi umas coisas deliciosas, terminei a noite numa baixaria subterrânea.

É a vida, fazer o que? Adoro.